Share
twitterlinkedinfacebook
Image 1 of 1
Macuxi07050104_©PS.jpg
Carmézia, índia Macuxi, prepara a damorida, comida indígena a base de peixes ou caça temperada com forte molho apimentado.<br />
Comunidade indígena  Macuxí, Raposa Serra do Sol.<br />
Normandia, Roraima, Brasil.<br />
Foto Paulo Santos<br />
<br />
2004 Carmézia Emiliano é indígena Macuxi e nasceu em 20 de abril na Guyana. Sua família imigrou para a aldeia Japó, no município de Normandia, estado de Roraima, Brasil, na década de 70 e desde 1988, ela reside em Boa Vista.<br />
<br />
A artista conquistou por quatro vezes o prêmio na Bienal de Arte Naif do Salão SESC de Piracicaba-SP e foi agraciada com o Prêmio Buriti da Amazônia de Preservação do Meio Ambiente, em 1996, na categoria revelação.<br />
<br />
Ela figura no topo da lista dos maiores artistas Naifs brasileiros. O estilo é conhecido por lançar obras com aquele aspecto inacabado, primitivo, até mesmo singelo e descompromissado.  A relação de Carmézia com a arte está intimamente relacionada com a sua trajetória. Ao conhecer as obras de arte e a vida da artista, têm-se a boa impressão de que Carmézia pinta a si própria, em vida e em memória.<br />
<br />
A mulher que nasceu e se criou na comunidade indígena, constituiu família com um pernambucano - Léo Malabarista - entrou com ele no mundo do circo e se integrou na cena urbana sem jamais esquecer o caminho de volta para sua ancestralidade